JÁ MANDARAM CALAR MÁRIO SOARES, AGORA VÃO POR ATACADO OS SOARISTASA SIC de Francisco Balsemão - através de um dos maiores hipócritas, António José Teixeira, estilo jesuíta do tempo da inquisição, sacode Alfredo Barroso, como quem sacode o chapéu da chuva - Por outro lado, também se diz que há por lá um grande reboliço, devido à queda da popularidade do Governo (pois qual não é também o jornalista que hoje não sofre?) e há que impor alguma ordem na liberdade mais rebelde e às vozes mais incómodas - É que, Alfredo Barroso, não é o António "Barrete"
Sobrinho por parte da mulher, foi chefe da Casa Civil de Mário Soares, fundador do PS, deputado, secretário de Estado, administrador do S. Carlos. É comentador televisivo, escreve em jornais. Foi sacudido da SIC - A partir de hoje deixa de ser a voz incómoda aos discípulos do liberalismo que está a destruir a Europa solidária, que nos destrói a nós e vai destruindo todo o mundo
Alfredo Barroso também não escapa aos seus pecadilhos vaidosos - E o sobrinho parece não ter perdoado ao ex-presidente da República ter "ignorado o facto de ter sido o seu "colaborador mais próximo" em Belém no último livro, "Um Político Assume-se". Em dois e-mails dirigidos a um grupo restrito de pessoas" DN - Contudo, era dos poucos comentadores (da área socialista), que as Televisões convidam para opinadores, que até ia fazendo cair algumas máscaras e tirando algum fôlego aos oponentes nos debates a dois.
Alfredo Barroso diz que foi "corrido" da SIC Notícias - Quando ele criticava Sócrates, ainda o toleravam; agora a criticar Passos, já não podem com ele.
Revela hoje o Diário de Notícias, que "Alfredo Barroso está fora de Frente a Frente,
o programa de análise política da SIC Notícas. O socialista revela que
foi António José Teixeira, diretor do canal, que lhe telefonou para
dispensar a sua participação. "Foi ele que correu comigo, ainda que diga
que é muito meu amigo", disse ao DN.pt.
O político acrescenta que
António José Teixeira alegou que "chegou a altura da renovação" no
programa da SIC Notícias para justificar a decisão. "Disse-me ainda que
não podia continuar a pagar os 150 euros por participação e que a partir
de agora teria de ser em regime de voluntariado. Porém, teve o cuidado
de não me perguntar se eu queria continuar como voluntário".
O LIVRO NÃO AGRADOU AOS LIBERAIS QUE GOSTAM DE APITAR PELO MESMO APITO E TAMBÉM A ALGUNS SECTORES DO PS - MAS ATÉ NEM TERÁ SIDO O LIVRO QUE MAIS INCOMODOU OS TEIXEIRAS E OS COSTAS
"Quebrar o unanimismo e redinamizar a esquerda. Para isso escreve o que pensa sobre a actual crise, as razões dela e os possíveis caminhos de futuro. O Presidente Cavaco Silva é um dos principais visados. PÚBLICO,.Alfredo Barroso lança livro contra o unanimismo e pelo debate à esquerda
O LIVRO É UMA LUFADA MAS NÃO FAZ A MESMA MOSSA - OS COMENTÁRIOS ERAM SEMPRE DEMOLIDORES.
JESUÍTAS DO TEMPLO NÃO TÊM MÃOS A MEDIR
É que, por detrás do jesuíta António José Teixeira, está um super-controlador ainda mais sinistro - Um tal Ricardo Costa que também já havia saneado, do semanário Expresso, outra figura soarista - José Manuel dos Santos, personalidade culta e muito discreta, excelente colaborador da área cultural - Substituído por um tal Pedro Mexia, poeta, escritor, publicista, subdirector da Cinemateca Nacional, com lugar cativo em tudo quanto é jornais, rádios e televisões - Pelos vistos, os Mexias, são uns felizardos! - "Não gosto do mundo literário nem de escritores enquanto pessoas" - O rapaz é muito religioso e muito conservador, muito miocénico e muito liberal. Por isso mesmo, dizem as más línguas que o "poeta" "nom trôpego" só gosta dele e dos amigos que lhe enchem os bolsos. Quem não pertencer à tribo está fudido.
Pedro Mexia: "Sou conservador, ma non troppo"
"Escolheu ser Pedro Mexia, o apelido da mãe, uma professora universitária. Não quis ser Pedro Chorão, filho do escritor e ex-director da editora Verbo, João Bigotte Chorão. Tudo porque percebeu que o nome não funcionava para um escritorLer mais: http://expresso.sapo.pt/pedro-mexia-sou-conservador-ima-non-trop
MEXILHAU ATÉ TEM PIADA!...PARIDO DOIS ANOS ANTES DO 25 DE ABRIL,
FILHO DE BIGOTHE CHORÃO - O RAPAZ ATÉ É BEM PARECIDO
Admiro o escritor e a obra de João Bigotte Chorão - De exemplar conduta cívica e cultural. Nos dotes de orador - num português de gema e bem falante - -Admiro-o como pessoa e a sua escrita - Não me identifico porém com o seu apego ao Salazarismo - Se bem que, os actuais políticos da área liberal, sejam mil vezes mais desonestos de que o nativo de Santa Comba Dão. Conheço-o pessoalmente e também, no Sabugal, o solar da família com brasão.Tenho um livro autografado por ele, nos anos 80, quando me recebeu na sua residência em Lisboa. - Mas não leio nem ouço Pedro Mexia -Claro que não é parvo nenhum - o rapaz é inteligente - nada me move contra ele. Já o tenho visto sentado na esplanada da Brasileira do Chiado: - ele lá está na sua e eu lá vou à minha.
OS TEMPOS SÃO OUTROS .
É que, por detrás do jesuíta António José Teixeira, está um super-controlador ainda mais sinistro - Um tal Ricardo Costa que também já havia saneado, do semanário Expresso, outra figura soarista - José Manuel dos Santos, personalidade culta e muito discreta, excelente colaborador da área cultural - Substituído por um tal Pedro Mexia, poeta, escritor, publicista, subdirector da Cinemateca Nacional, com lugar cativo em tudo quanto é jornais, rádios e televisões - Pelos vistos, os Mexias, são uns felizardos! - "Não gosto do mundo literário nem de escritores enquanto pessoas" - O rapaz é muito religioso e muito conservador, muito miocénico e muito liberal. Por isso mesmo, dizem as más línguas que o "poeta" "nom trôpego" só gosta dele e dos amigos que lhe enchem os bolsos. Quem não pertencer à tribo está fudido.
Pedro Mexia: "Sou conservador, ma non troppo"
"Escolheu ser Pedro Mexia, o apelido da mãe, uma professora universitária. Não quis ser Pedro Chorão, filho do escritor e ex-director da editora Verbo, João Bigotte Chorão. Tudo porque percebeu que o nome não funcionava para um escritorLer mais: http://expresso.sapo.pt/pedro-mexia-sou-conservador-ima-non-trop
MEXILHAU ATÉ TEM PIADA!...PARIDO DOIS ANOS ANTES DO 25 DE ABRIL,
Admiro o escritor e a obra de João Bigotte Chorão - De exemplar conduta cívica e cultural. Nos dotes de orador - num português de gema e bem falante - -Admiro-o como pessoa e a sua escrita - Não me identifico porém com o seu apego ao Salazarismo - Se bem que, os actuais políticos da área liberal, sejam mil vezes mais desonestos de que o nativo de Santa Comba Dão. Conheço-o pessoalmente e também, no Sabugal, o solar da família com brasão.Tenho um livro autografado por ele, nos anos 80, quando me recebeu na sua residência em Lisboa. - Mas não leio nem ouço Pedro Mexia -Claro que não é parvo nenhum - o rapaz é inteligente - nada me move contra ele. Já o tenho visto sentado na esplanada da Brasileira do Chiado: - ele lá está na sua e eu lá vou à minha.
OS TEMPOS SÃO OUTROS .
No império da impresa de Francisco Balsemão, o mau da fita, até nem é Balsemão - Enquanto ele viver, o jornalismo ainda mexe e não estrabuchará de todo. Houvesse mais como ele. São os oportunismos dos que estão a léguas da sua experiência política e jornalística, que querem ser mais papistas de que o Papa de Roma. - Em todo o caso, certamente que já lá vai o tempo em que, Francisco Balsemão, sorria a Mário Soares, como duros combatentes, cada qual nas suas barricadas, ambos curtindo uma espécie de mútuo beija-mão.
MÁRIO! POR QUE NÃO TE CALAS?!..
"A JSD devolve as críticas que Mário Soares fez na carta aberta, em que o ex-primeiro-ministro pedia a Passos Coelho que mude de política ou que se demita.(..)Por que não te calas?’", lê-se na carta divulgada, em que a JSD também pede a Soares.JSD pergunta a Mário Soares: "Por que não te calas?
Mário Soares, embora extremamente lúcido, está velho e, há uns dias, até foi internado num hospital, devido a uma valente constipação - Além disso, deixou de ser a referência que podia unir os socialistas ao chamado bloco central - Passou a ser a voz mais activa e militante contra a política do actual governo da coligação PSD-CDS, e estas coisas, senão magoam, fazem alguma comichão - Daí o dizer-se que o querido soarismo, que a direita estimava, além de já não ser tolerado, dir-se-á que a sua presença nos media, está em vias de extinção -Num destes dia, lá vai o João Soares borda fora. Mesmo o Alexandre dos Santos, que chegou a apontar Mário Soares como um dos grandes líderes portugueses, na entrevista que concedeu ao Expresso, no passado Sábado, já não tem a certeza, aponta-o com um talvez -
MÁRIO! POR QUE NÃO TE CALAS?!..
Mário Soares, embora extremamente lúcido, está velho e, há uns dias, até foi internado num hospital, devido a uma valente constipação - Além disso, deixou de ser a referência que podia unir os socialistas ao chamado bloco central - Passou a ser a voz mais activa e militante contra a política do actual governo da coligação PSD-CDS, e estas coisas, senão magoam, fazem alguma comichão - Daí o dizer-se que o querido soarismo, que a direita estimava, além de já não ser tolerado, dir-se-á que a sua presença nos media, está em vias de extinção -Num destes dia, lá vai o João Soares borda fora. Mesmo o Alexandre dos Santos, que chegou a apontar Mário Soares como um dos grandes líderes portugueses, na entrevista que concedeu ao Expresso, no passado Sábado, já não tem a certeza, aponta-o com um talvez -
Era uma jarra emoldurada no
extremo do mais puro fascínio e abstracção plantada sobre a pedra e o verde espelho do arvoredo, que o olhar discreto, dum horizonte de intangível brancura e luminosidade, contemplava à ilharga.
José Manuel dos Santos
Sexta feira, 25 de Fevereiro de 2011
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"Neste tempo megalómano e exibicionista, em que todos procuram uma insaciada auto estima e já não parece haver lugar para a subtileza, a compaixão e a cortesia, convém mantermos o sentido da memória e da medida.
No próximo sábado - e por uma decisão que não
foi minha - já não aparecerá aqui esta crónica semanal. Os que a
procurarem encontrarão, em vez dela, uma ausência que lhes dirá a
gratidão por estes anos em que olhámos as ilusões e as desilusões de um
tempo que não começou ontem nem terminará amanhã. Tudo vem de mais longe
e vai para mais longe do que suspeitam aqueles para quem a origem do
mundo está na data do seu nascimento. A todos os que se tornaram meus
leitores - e alguns, por isso, leitores do Expresso - entrego o meu
reconhecimento com uma mão que acena, sabendo que uma despedida pode não
ser um fim. As palavras que acabam são como os mortos que não morrem
nos fantasmas em que vivem para inquietar os vivos.
Nestas crónicas, falei
muito do que se fala pouco e falei pouco do que se fala muito. Falei do
que é meu como se fosse dos outros e do que é dos outros como se fosse
meu. Quis lembrar que, no mundo, não há só vencedores, pragmáticos,
comunicadores, gestores, milionários, famosos, neoliberais,
conformistas, contentinhos, poder, ruído, multidões, mais-valias,
televisões, best sellers, condomínios fechados. Que há também
vencidos, tímidos, desempregados, imigrantes, pobres, vagabundos,
mendigos, doidos, poetas, idealistas, rebeldes, doentes, velhos,
melancólicos, anarquistas, liberdade, silêncio, solidão, sabedoria,
tiragens pequenas, bairros populares. Fiz da indignação uma serenidade.
Recusei a crueldade que usa a máscara da eficácia. Tentei, em vez da
rapidez de uma opinião, a lentidão de um pensamento. Procurei falar de
uma grandeza que dá ao homem o direito a usar um nome que não o
envergonhe. E sei bem de que grandeza falo, pois encontro-a nas palavras
de Albert Camus: "No segredo do meu coração não me sinto em estado de
humildade senão perante as vidas mais pobres ou as grandes aventuras do
espírito humano. Entre as duas, encontra-se hoje uma sociedade que dá
vontade de rir."
Este é o mundo que fez de "A Sociedade do Espectáculo"
(Guy Debord) o seu livro de estilo: "Toda a vida das sociedades nas
quais reinam as condições modernas de produção anuncia-se como uma
imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido
afastou-se numa representação". Nele, o cronista é um Fernão Lopes da
sua perplexidade. Hoje, o jornalismo vive sobre o abismo, e ter disso a
incómoda consciência é prevenir a queda nele. Mas há os que desviam o
olhar do chão que lhes foge debaixo dos pés, avançando numa fuga para a
frente de que ficará apenas o rasto de um desastre que lhes parece um
êxito.
(...)
Neste tempo megalómano e exibicionista, em que todos
procuram uma insaciada autoestima e já não parece haver lugar para a
subtileza, a compaixão e a cortesia, convém mantermos o sentido da
memória e da medida. Sempre soube que, em mim, para cada abundância há
uma escassez. Aprendi cedo a admirar o que é grande e os que são grandes
(mesmo que tenham vivido no século V antes de Cristo) para não
reconhecer logo o que é pequeno. E o que vejo por aí é uma pequenez
alucinada e convencida da sua grandeza inexistente. Por isso, não há
melhores palavras para dizer este tempo e este modo do que as que
Lampedusa deu ao príncipe de Salina: "Nós fomos os Leopardos, os Leões;
os que vêm são os chacais, as hienas." É com o sangue dos outros que
eles alimentam a vaidade que lhes impede de ver a vulgaridade e o vazio
que os faz ser o que são.
Agora, olho o céu e a sua luz desfeita. Há um raio que
entra e cai sobre a capa de um velho livro onde se fala do "amor que
move o sol e as outras estrelas". E isso torna a minha vida feliz. Dedico esta última crónica ao Henrique Monteiro e ao Fernando Diogo, que me convidaram a escrever no Expresso).Despedida colaborador regular do "Atual" Texto publicado na revista Atual de 19 de fevereiro de 2011.Ler mais: http://expresso.sapo.pt/jose-manuel-dos-santos

Domingo, Fevereiro 20, 2011 José Manuel dos Santos
"Há meses e meses que adio uma
referência a José Manuel dos Santos, até ontem cronista da Actual, do
Expresso. Porque gostava mesmo de o ler. Porque escrevia em
contra-corrente ou, melhor dizendo, fora da corrente. Escrevia sobre
coisas que ninguém escreve num jornal, sobretudo homens. De coisas
simples. Parecia que pairava fora do mundo embora tudo aquilo fosse
também mundo, e muito do nosso. Nunca o vi citado em lado nenhum, a ele
que sempre citava os melhores escritores, e sempre achei que era apenas
pelo medo de a citação poder denunciar a eventual identificação de quem
a pudesse citar. Ele expunha-se nas crónicas sem se despir, equilíbrio
raro, e exercício raríssimo num mundo em que é muito mais fácil escrever
como se nunca nada tivesse também a ver connosco. É muito mais fácil
escrever de dedo em riste, sentado em cima do mapa-mundo e depois
voltar, sossegado e impermeável, para casa. É sempre mais fácil escrever
sobre os outros. - Excerto de coriscos: José Manuel dos Santos
(...)
"Há meses e meses que adio uma
referência a José Manuel dos Santos, até ontem cronista da Actual, do
Expresso. Porque gostava mesmo de o ler. Porque escrevia em
contra-corrente ou, melhor dizendo, fora da corrente. Escrevia sobre
coisas que ninguém escreve num jornal, sobretudo homens. De coisas
simples. Parecia que pairava fora do mundo embora tudo aquilo fosse
também mundo, e muito do nosso. Nunca o vi citado em lado nenhum, a ele
que sempre citava os melhores escritores, e sempre achei que era apenas
pelo medo de a citação poder denunciar a eventual identificação de quem
a pudesse citar. Ele expunha-se nas crónicas sem se despir, equilíbrio
raro, e exercício raríssimo num mundo em que é muito mais fácil escrever
como se nunca nada tivesse também a ver connosco. É muito mais fácil
escrever de dedo em riste, sentado em cima do mapa-mundo e depois
voltar, sossegado e impermeável, para casa. É sempre mais fácil escrever
sobre os outros. - Excerto de coriscos: José Manuel dos Santos

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