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Lisboa, Lisboa, Portugal
Desoculto nocturno é abordagem de várias questões: Ora surgindo desnudado à luz do grande leão dos céus, ora sob o manto diáfono da noite, festejando a princesa das trevas, em peregrinações, onde o piar dos mochos e o grito das raposas, são as únicas vozes que quebram o silêncio milenar de canadas e penedias, nas quais ritos e mistérios ancestrais, ainda vagueiam à solta - Envergando várias túnicas, desdobrando-me em múltiplas personagens - Ou é privilégio do poeta dos heterónimos, que só discorreu à mesa dum café ou acastelado em sua“aldeia”?..Sei que posso correr o risco de não ser tomado a sério: mas que fazer? . - Dizia-se de Florbela Espanca, que os poetas e os profetas “usam disfarces que os tornam semelhantes a tudo o que os cerca”- Quando criei este site, foi apenas a pensar nos chamados fenómenos do mundo paranormal: relatos pessoais, consequência da minha adolescência, em sabates noturnos?!.. Ou fruto de solitárias e longas experiências marítimas em calmos e tempestuosos mares?!.. Estas as interrogações que pretendi aqui abordar. Afinal, cedo constatei ser-me difícil passar indiferente à análise e à reflexão, ocasionalmente, de outros fenómenos e temas da actualidade

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Passos Coelho encosta CDS à parede" "Paulo Portas entala Passos Coelho- Ambos entalaram os portugueses: Helena Sacadura Cabral não foi surpreendida - Mas a novela não termina aqui



Quem não foi surpreendida pelo pedido de demissão de  Paulo Portas, creio ter sido sua mãe, Helena de Sacadura Cabral.  Tive oportunidade de falar com a autora de Aquilo em Que Eu Acredito , na Feira do Livro de Lisboa -  Falou-me de "uma grande surpresa para breve" - Aí está a surpresa. Agendada, porventura, para depois da demissão de Vítor Gaspar - O tal ministro que no lançamento dos "Oito séculos de Loucura Financeira", foi interrompido por umas inesperadas risadas e ficou de dar umas explicações ao Parlamento depois de 15 de Julho.  O argumento, de Paulo Portas,   não discordar da nomeação da ministra que sucedeu ao Ministro das Finanças, não passa disso mesmo:  de mera desculpa de oportunidade.  -  -A quem cabe agora o epílogo de todas estas fitas de ópera bufa? - Claro, a Cavaco: à margem de eleições, que ele recusa e noutro arranjo floral dos partidos da sua confiança política

    A economista, jornalista e escritora portuguesa é uma mulher culta, frontal, esclarecida e de convicções fortes - . Ela sempre adorou os seus filhos, tal como estes sempre a respeitaram  e adoraram, pese as divergências de opinião.

Helena "gosta da família, gosta dos amigos, de trabalhar, de ler, de ouvir música, de silêncio, do meu amor" - E detesta a mentira, a hipocrisia, a inveja, a tristeza, a estupidez, a política e a maledicência." Mas é profundamente tolerante: "Os meus filhos fizeram da política a sua vida. Eu era incapaz disso. Com respeito, convivemos todos em harmonia. Mas isso exige que cada um  considera união familiar como um objetivo de vida .O que não é fácil, porque pressupõe, para além do amor que nos une, uma enorme capacidade de tolerância"

"Nunca me fortei a dizer o que penso e terei por isso pago o preço que lhe está associado. Creio na família que é o meu suporte sem o qual não existo. Creio nos amigos  cujos braços e a baraços são fonte de permanente inspiração. Creio na solidariedade e na coragem que nos obrigam a pensar nos outros. Creio na competência e na ética como fundamentos  do labor. Creio no inconformismo responsável porque ele é o motor das transformações sociais. Enfim, creio em Portugal, o país em que nasci e  onde quero poder morrer" - Esta uma das crónicas com que abre a leitura de "Aquilo em que acredito", com data de Abril 2012.

HELENA NÃO CONCORDA COM AS POSIÇÕES POLÍTICAS DO SEU FILHO PAULO MAS TAMBÉM NÃO VAI NA CONVERSA DE PASSOS COELHO


Estou convencido que, por vontade de Helena Sacadura Cabral, seu filho, Paulo Portas, não teria feito a dita coligação, contranatura. Não é porque houvesse grandes divergências de fundo, ideologicamente falando, mas por ver e sentir (analítica e intuitivamente) que as relações, entre ambos, iam acabar conflituosas, não iam bater certo - Seja em que circunstância for, não passam de  uma mesclada farsa.. Mas será que, o seu Paulo, vai atender aos conselhos da mãe experiente e visionária?!... Não, porque, seu Paulo, no mais fundo de si, sabe que também a pode trair à sua maneira.

"No mais fundo de ti, 
eu sei que traí, mãe 

Tudo porque já não sou 
o retrato adormecido 
no fundo dos teus olhos".
(Eugénio de Andrade)

De facto, não era difícil chegar a essa conclusão. até por se tratarem de personalidades, dir-se-ia que incompatíveis: ambas ambiciosas, individualistas, com uma grande necessidade de afirmação - Estava mais do que visto que o dito "casamento" ia  acabar em divórcio - Tudo o que acontecer depois deste episódio, é mero espetáculo para entreter o pagode..

MAIS RESPEITINHO , POR FAVOR" - Pedia Helena Sacadura Cabral a Passos Coelho, noutra das suas crónicas, publicadas na imprensa, reunidas em Aquilo em que acredito" 

Helena Sacadura Cabral, como jornalista, gosta opinar e de fazer as suas criticas. Dar conselhos aos seus - E, não são poucos - Pois, já vai com vários netos. Mas veja-se o que pensa dos conselhos hipócritas de Passos:

"O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, apelou aos portugueses para serem «mais exigentes», «menos complacentes» e «menos piegas», porque só assim será possível ganhar credibilidade  e criar condições para superar a crise"

A estas palavras  de Passos aos Portugueses, Helena diz o seguinte: "começo andar muito cansada com estes conselhos. Depois de arcarmos com uma série de sacrifícios, o menos que se pode pedir é que quem nos governa  tenha por nós mais respeitinho.

Gostaria muito de saber - já não estarei entre os vivos - se Passos Coelho, na minha idade, alguma vez trabalhará  as 12 horas que trabalho, sem me queixar.

Por isso, e porque estou longe de ser a única, julgo que o primeiro-ministro deve ter algum cuidado  com as palavras que usa e com o mudo como avalia os portugueses" - excerto -

 Afinal, são os portugueses que já o avaliaram  e, sendo Paulo mais espertinho e inteligente de que Passos, ei-lo a deferir, em golpe de rins,  mais uma hábil estocada para impor a sua vontade na famigerada coligação e sair de cabeça levantada - Façam-se os aranjos que se fizerem, é um governo condenado a prazo.

O QUE DIZ A MEDIA

Passos Coelho pediu "cabeça fria" perante a crise e lançou um desafio ao CDS para que clarifique as condições do pedido de demissão de Paulo Portas do Governo. Com um Congresso dos centristas marcado para o fim de semana, o primeiro-ministro força o partido de Portas a dizer o que quer fazer, independentemente da vontade do líder de abandonar o Executivo.

"Ambos os partidos (PSD e CDS) têm a obrigação de não desiludir os portugueses", afirmou Passos, e "sejam quais forem as divergências saberemos ultrapassá-las", garantiu.Passos encosta CDS à parede


SALTAVA À VISTA QUE O ENTENDIMENTO IA ACABAR NUMA GRANDE TOURADA - VALE A PENA AQUI RECORDAR O QUE ESCREVI NESTE SITE - MAS ESTA DEVERÁ SER APENAS UMA DAS CENAS DO ÚLTIMO CAPÍTULO

Eis o que dissemos:  - 30 de Dezembro - ANO 2013: Cavaco com alzheimer? - Ano horrible na Europa e em Portugal, recorde de suicídios vai--se agravar, com convulsões sociais e dois escrutínios à vista;

Governo de Passos Coelho e de Paulo Portas (amigos de José Eduardo dos Santos, onde o povo implora ajuda e morre de fome) é um governo a prazo e condenado - Depois de cumprir a missão de que foi encarregado pelos homens que do grande capital, de quem foi recolher a inspiração para o seu programa de governação, afasta-se - E o mesmo vai fazer Paulo Portas, até agora com um pé dentro e outra fora do governo, não tarda que junte os dois  - Como é mais inteligente, será o primeiro a quebrar o elo da pouca vergonha, depois de Relvas ir administrar as empresas angolanas, para as quais trabalhou, antes e depois. . Além disso, vêm aí as autarcas e há que acautelar o  feudalismo medieval - Pois,  o que é que interessa a governos, que fazem do poder o trampolim para os seus interesses, menos do Estado para o qual foram eleitos, quando este já está completamente limpo de "todas as gorduras"?... Claro que não é dificil prever que este governo, tem os dias contados - Ainda sai muito antes de Cavaco - O mau é que, a esquerda, que tem sido ignorada nos media, não tendo órgãos de comunicação social, nem comentadores-comissários, não tardará depois  a ser esmagada pela artilharia pesada, que a direita dispõe a seu belo prazer. 

Cavaco  é, indubitavelmente,  também o grande culpado do estado de degradação e de pobreza a que o nosso país chegou. Quer nos tempos em que foi Primeiro-ministro, quer como Presidente da república. Se Sá Carneiro, não tivesse desaparecido, nunca o cavaquismo se tinha implantado. Enquanto, Sá carneiro,  havia tido a coragem de enfrentar o marcelismo, sem ter necessidade de se exilar, Cavaco andava, lá por fora, por Londres, a gozar de gordas bolsas de estudo, com a beneplácito do regime. O seu pai, proprietário de bombas de gasolina, não era nenhum pobretana. Cavaco nunca conheceu o que eram dificuldades. Portanto, quem não as conhece nele próprio, também dificilmente as poderá reconhecer nos pobres ou na classe média. Se, ao menos, Cavaco tivesse a postura de Salazar (pese o facto de ter sido o dirigente de uma longa e desgastante ditadura - o seu maior erro histórico foi  ter alimentado uma guerra colonial injusta e inútil), mas tinha uma ideologia e não deixou riqueza alguma na banca. Já o mesmo não se pode dizer de Silva, que, depois de ter sido cúmplice com a escandalosa frude do BPN, e dele ter obtido benefícios, ainda por cima aceitou que, à sua filha e genro, lhe fosse parar às mãos o emblemático Pavilhão Atlântico.  Não digo que, Luís Montez, seja  falho de experiência para desmerecer tamanha benesse (pois sei que é trabalhador, determinado e imaginativo) mas alguma vez lhe iria parar às mãos se não beneficiasse da circunstância de ser  casado com  a filha do Presidente da República? - Esta é a questão que não pode deixar de ser levantada: de que, os governantes, deviam ser os primeiros a dar-nos os melhores exemplos de não se aproveitarem dos bens do Estado e de não gozarem de privilégios especiais, e só nos revelam  exemplos da pior conduta - Se eles não espelham essas virtudes, como é possível exigirem-se a banqueiros e a empresários, sem escrúpulos? - Do pobre cidadão, exigir o quê?... Se ele está sempre na mó debaixo. 

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